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Pequenos detalhes podem levar seu negócio a falência

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No Brasil profissional liberal e micro empresas do setor de prestação de serviços e manufaturas já foram sinônimos de atrasos e falta de comprometimento com prazos, ainda que isso venha mudando nos últimos anos, ainda é comum encontrar queixas relativas a eles.

Curiosamente em sua maioria esses mesmos “enrolados” são em geral pessoas e empresas idôneas e que querem realizar um bom trabalho, dessa forma chegamos a um paradoxo, de um lado um profissional honesto e comprometido, do outro um cliente insatisfeito com atrasos.

Porque isso?

Em geral isso ocorre por um único fator:

Erro de planejamento!

Certamente falar em planejamento ou falta dele é genérico haja vista que o termo engloba logística, compras, projetos, atendimento e várias outras etapas.

Para ilustra-los irei contar dois casos verídicos.

     Só nove

Em novembro de 2008 fomos convidados para uma festa de comemoração da ANAVIDRO-ES (Associação Nacional de Vidraçarias no Espírito Santo), entre as peças que emprestamos para a ocasião criamos um lustre especialmente para o evento, uma estrutura de 120cm de diâmetro com estrelas de vidro fundido, cronograma apertado, mas terminamos tudo com dois dias de antecedência.

Eis que um de nossos funcionários que era responsável por embalar os elementos do lustre, usa uma caixa velha e sem reforçar o fundo. E fomos vitimas da Lei de Murphy!

O fundo da caixa abre as peças caem no chão e quebram-se os elementos.

Eu desesperado com a cena ouço do rapaz: “Só quebraram nove!”.

Ele não atentou que meu desespero não era com numero de peças quebradas e sim com as etapas que teriam de ser refeitas e principalmente com o tempo que elas levariam.

Errar a ordem das etapas de produção (desde a compra de insumos até a entrega ao cliente ou instalação), não verificar os estoques, prazo dos fornecedores, conhecer o tempo real para a realização da tarefa, são alguns dos fatores que acarretam em atrasos e até prejuízos.

Na ocasião fizemos horas extras e o prazo foi cumprido.

     O bonzinho

Na região onde está a Vitreria temos muitos pedreiros, porém um é o preferido de quase todos. Profissional competente, sério, de confiança, enfim acumula virtudes, contudo uma delas é o seu maior pecado:

Não sabe dizer “não posso!”.

Todos que o procuram ele quer atende e ajudar, dessa forma acaba marcando prazos semelhantes para trabalhos diferentes e que somados consomem o dobro do tempo estabelecido.

Ou seja, na melhor das hipóteses um cliente será atendido e o outro não. Melhor, pois não é incomum ele trabalhar um pouco para cada cliente, sendo assim ambos levam mais tempo que o previsto. Nesse caso além do atraso do cliente o proprio pedreiro é prejudicado uma vez que parte da receita fica retida até a conclusão da tarefa.

Conhecer a capacidade de produção ou atendimento é fundamental, bem como recusar a atender um cliente por medo de perdê-lo para o concorrente.

É preferível deixar de ganhar certo valor que perder a confiança dos clientes, além dos riscos de atuar com o caixa no vermelho uma vez que o restante do pagamento (normalmente o lucro e custos de mão de obra) está retido com o cliente.

Em ambos os casos a solução vem de estudo (autoconhecimento) e planejamento, por vezes uma consultoria é a melhor solução.

Com a popularização dos meios de comunicação (principalmente internet e telefonia) falta de tempo ou recursos não é desculpa para se capacitar, o Sebrae disponibiliza cursos online gratuitos e até mesmo oficinas via SMS.

Segue o link:

http://www.ead.sebrae.com.br/

Agora é mãos a obra com planejamento para entregar tudo em dia e obter lucros.

Bom trabalho!


Adilson Pinheiro

Aos três anos ganhei meu primeiro serrote e desde então sou apaixonado por ferramentas e produção. Designer autodidata, vidreiro e artesão, acima de tudo apaixonado por ferramentas e o que com elas podemos fazer. Atualmente compartilho o que aprendi em 37 anos desde o serrotinho em meu blog e canal no Youtube.

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